An offroad vehicle powered by Forterra’s autonomous driving system.

Destaque

8 de abril de 2026

A UE5 está se tornando a principal plataforma para simulação em robótica

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IA

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Robótica

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Simulação

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O setor de simulação está passando por uma grande transformação, deixando de criar ferramentas que treinam humanos para criar ferramentas que treinam máquinas.

Isso exige sistemas de IA que operam, percebem e interagem diretamente com o mundo real. É aí que entra a IA física.

Ao combinar modelos de IA com sensores, câmeras e atuadores, esses sistemas, como robôs, veículos autônomos e drones, conseguem compreender, raciocinar e agir em tempo real, adaptando-se a ambientes imprevisíveis.

A Unreal Engine está se tornando a principal plataforma para equipes de robótica, não apenas como simulador, mas como uma fábrica de dados sintéticos e uma plataforma de autonomia em tempo real que impulsiona a próxima geração de sistemas de robótica.
 


Fotorrealismo como requisito técnico

Treinar um robô para operar no mundo real exige grandes volumes de dados: imagens anotadas para percepção, interações físicas para políticas de controle e cenários de casos extremos para validação de segurança.

Coletar esses dados no mundo físico é lento, caro, perigoso e inerentemente limitado: não é possível encenar mil acidentes de carro, simular um furacão dentro de um armazém ou reproduzir uma complicação cirúrgica sob demanda.

Por isso, a simulação se tornou a base do desenvolvimento moderno de IA física. Com a simulação sendo indispensável, a verdadeira questão passa a ser: “Qual plataforma oferece o melhor desempenho de percepção com o menor custo e a maior velocidade de iteração?”

Para equipes de robótica, a Unreal Engine tem se tornado cada vez mais a escolha certa. Isso porque, na simulação em robótica, o fotorrealismo vai além de um diferencial: é um requisito técnico.

Os poderosos recursos gráficos da engine fazem dela a melhor opção para reduzir a lacuna entre simulação e realidade: a diferença entre o que um modelo vê na simulação e o que encontra em um robô físico.

A lógica é simples, quanto mais as imagens sintéticas se parecerem com fotografias reais, menos esforço adicional o modelo precisa para generalizar da simulação para a realidade.

A Unreal Engine 5 introduziu três tecnologias que mudaram completamente esse cenário, não apenas oferecendo fotorrealismo, mas fazendo isso em tempo real.

A geometria virtualizada de micropolígonos do Nanite renderiza ativos de altíssima resolução em tempo real, sendo ideal para importações de CAD, digitalizações por fotogrametria e ambientes industriais densos.

A iluminação global dinâmica do Lumen calcula praticamente infinitos reflexos indiretos e rebatimentos de luz em tempo real, permitindo uma iluminação fisicamente precisa que reage a mudanças na iluminação direta, como uma luz sendo acesa, ou na geometria, como uma porta sendo aberta.

E o traçado de raio por hardware, incluindo a versão acelerada por RTX da NVIDIA, oferece reflexos, sombras e respostas de materiais fisicamente precisos.

A General Robotics utiliza a Unreal Engine para criar ambientes virtuais realistas para testar e demonstrar sistemas de autonomia robótica, levando a simulação escalável e a validação visual para plataformas de robótica. 

“O fotorrealismo e o controle de mundo da Unreal Engine permitem prever o comportamento no mundo real em diferentes cenários, e a autonomia orientada por agentes torna isso escalável”, afirma Sai Vemprala, cofundador e CTO da General Robotics.
Courtesy of General Robotics
A engine serve como base para a avaliação de robôs orientada por agentes: um agente orquestra e executa as avaliações dos comportamentos de IA dos robôs em diferentes ambientes e condições, identificando casos extremos e avaliando o desempenho antes da implantação.
 
Além disso, como a Unreal Engine roda no macOS, engenheiros de robótica podem executar seus simuladores diretamente em seus laptops, sem precisar acessar sistemas Linux via SSH. Isso traz vantagens como menor latência, melhor desempenho gráfico e um fluxo de trabalho mais simples.
 
 

Simulação de física

O fotorrealismo sozinho não resolve a lacuna entre simulação e realidade. A fidelidade física (incluindo contato preciso, atrito, deformações e dinâmica de atuadores) o realismo dos sensores (como rolling shutter, intensidade de LiDAR, deriva de IMU e latência) e a modelagem correta do loop de controle são igualmente essenciais. 

Em muitas tarefas de manipulação e locomoção, imprecisões na dinâmica de contato ou no comportamento dos atuadores causam falhas muito antes das diferenças visuais.
 
Nesse contexto, o sistema Chaos Physics da Unreal Engine, com precisão dupla em sua base, é uma solução poderosa para treinamento escalável, simulação de percepção e interação em tempo real dentro de ambientes fotorrealistas. 

Engenheiros também podem modelar o comportamento físico preciso de sistemas usando ferramentas de terceiros, como o AGX Dynamics for Unreal Engine, um sistema de simulação física em tempo real de alta-fidelidade desenvolvido pela Algoryx.
Courtesy of Algoryx Simulation
O AGX permite simular com precisão física máquinas completas, incluindo mecânica de múltiplos corpos, sistemas hidráulicos, transmissões, motores, esteiras ou rodas e terrenos dinamicamente deformáveis.

“Máquinas autônomas precisam raciocinar sobre a física”, explica Kenneth Bodin, CEO e cofundador da Algoryx. “Se a simulação não reproduz como a máquina realmente interage com o mundo, a IA aprenderá comportamentos incorretos. Ao combinar a simulação física de nível de engenharia do AGX com os ambientes fotorrealistas da Unreal Engine, é possível criar mundos digitais onde máquinas autônomas podem ser treinadas, testadas e validadas em escala.“
 
 

Mesclar e reconstruir diferentes fontes de dados com o RealityScan 

Ao combinar fotogrametria de última geração com tecnologia em tempo real, equipes de robótica podem criar um pipeline robusto para construir ambientes virtuais realistas. Um exemplo disso é o fluxo de trabalho consolidado entre o RealityScan e a Unreal Engine, que converte rapidamente locais e objetos do mundo real em gêmeos digitais para simulação em robótica. O RealityScan agora oferece suporte a nuvens de pontos SLAM, além de fotogrametria tradicional e LiDAR, eliminando gargalos na criação de ambientes e permitindo a geração rápida de ambientes sintéticos de treinamento e regressão que correspondem de perto aos cenários reais de implantação. Isso é fundamental para reduzir a lacuna entre simulação e realidade, especialmente em sistemas de percepção baseados em câmera.

Para engenheiros, esse pipeline é escalável e automatizado. O RealityScan exporta dados essenciais de registro e pose, além de oferecer suporte a formatos padrão de visão computacional (CV), como Colmap. Seu alinhamento de imagens de última geração (SOTA) fornece a base para a criação de Gaussian splats e ativos fotorrealistas de alta-fidelidade que podem ser produzidos com relativamente pouco esforço.

O RealityScan pode ser executado em servidores Linux e controlado por meio do Remote Command Plugin ou scripts de CLI, permitindo pipelines automatizados de fotogrametria que processam digitalizações continuamente em várias máquinas e enviam os resultados diretamente para a Unreal Engine.
 
 

Dados sintéticos para treinamento rápido e econômico 

Como a Unreal Engine gera cada pixel matematicamente, ela já possui todas as informações sobre a cena: onde cada objeto está, a que distância se encontra, qual material possui e como está se movimentando.

Assim, em vez de exigir que humanos rotulem imagens após a captura, a engine pode gerar automaticamente rótulos altamente precisos ao mesmo tempo em que renderiza a imagem.
Isso traz diversas vantagens: elimina divergências entre anotadores, evita inconsistências nos rótulos do conjunto de dados (como uma empilhadeira classificada como caminhão) e dispensa um ciclo caro de controle de qualidade.

Além disso, o impacto econômico é claro. O uso de dados sintéticos para simulações de treinamento reduz significativamente o custo por imagem quando aplicado em escala.

Para a maioria dos pipelines de percepção, o ponto em que dados sintéticos se tornam mais econômicos do que a anotação manual chega muito antes do que se imagina, muitas vezes após apenas dezenas de milhares de imagens.

Como a maioria dos modelos de robótica exige milhões de imagens, optar por dados sintéticos pode gerar economias substanciais.

Esse movimento já é evidente no mercado, os dados sintéticos estão se tornando um componente dominante nos pipelines de treinamento de IA.
Courtesy of Duality AI
A Duality AI utiliza esses recursos da Unreal Engine em sua plataforma Falcon de gêmeos digitais, gerando dados sintéticos de alta-fidelidade e simulações de sensores para clientes corporativos em diversos setores e casos de uso.

Investir nesses gêmeos digitais gera um retorno mensurável, com treinamento e implantação mais rápidos de modelos de IA para operar drones com segurança, navegar com confiabilidade em ambientes naturais e até realizar acoplamento de satélites em órbita. Em todos esses cenários, os ambientes de gêmeos digitais da Falcon e seus sensores virtuais fornecem dados sintéticos altamente precisos, comprovadamente eficazes na redução da lacuna entre simulação e realidade. 

“Isso não seria possível sem os recursos avançados de renderização, os sistemas de física, a gestão escalável de cenas e a comunidade consolidada de desenvolvimento dual da Unreal Engine”, afirma Apurva Shah, CEO da Duality AI.
 


Randomização de domínio: preparação para o inesperado

A randomização de domínio é uma técnica que intencionalmente altera aspectos de um ambiente simulado para que modelos treinados em simulação generalizem melhor no mundo real.

Se o modelo for exposto a variações suficientes durante a simulação, ele não ficará excessivamente ajustado a um ambiente sintético específico e terá melhor desempenho em condições reais mais complexas.

Essa necessidade de modelagem ambiental de alta-fidelidade é uma prioridade para a Forterra. Seu sistema de direção autônoma AutoDrive navega por ambientes complexos, tanto off-road quanto em vias pavimentadas, estruturados e não estruturados, que não possuem os marcadores previsíveis de uma rua urbana. De centros de distribuição e portos a terminais intermodais e locais industriais de recursos naturais, os sistemas da Forterra precisam lidar com terrenos variados, superfícies dinâmicas e obstáculos imprevisíveis em tempo real.

Ao utilizar simulação de alta-fidelidade e dados sintéticos, a Forterra consegue expor seu sistema de autonomia a uma variedade quase infinita de condições climáticas, iluminação e obstáculos de terreno.

“Na Forterra, quando se trata de desenvolver autonomia que opere de forma confiável em ambientes complexos, a simulação de alta-fidelidade é indispensável”, explica o Dr. Jeremy Joseph, Diretor de simulação e validação de sistemas da Forterra.

“Usamos a Unreal Engine para testar nossos veículos pois ela permite realizar testes em ambientes digitais precisos, com simulação de sensores fisicamente fiel e perfis completos de missão rodando com variações praticamente infinitas de condições climáticas, terreno e obstáculos. Isso é fundamental porque a segurança do usuário final é um valor central para a Forterra, e esses recursos nos permitem identificar e resolver problemas antes que cheguem a um veículo real.”
An offroad vehicle powered by Forterra’s autonomous driving system.
Courtesy of Forterra
A Unreal Engine é especialmente adequada para randomização de domínio por conta do sistema de materiais programável e da iluminação dinâmica. É possível randomizar texturas e materiais, condições de iluminação, condições climáticas e atmosfera, posicionamento e geometria de objetos, além da posição da câmera e parâmetros de lente.

Equipes de robótica também podem usar o framework de geração procedural de conteúdo (PCG) da engine para variar ambientes internos ao longo dos ciclos de treinamento. Em cenários como armazéns ou escritórios, é possível randomizar layouts (como a disposição de prateleiras ou mesas), adicionar elementos como caixas ou ferramentas e ajustar fatores visuais, como materiais, iluminação e oclusões.

E, para quem deseja construir ambientes de simulação ou preenchê-los com objetos, a loja da Fab é uma excelente fonte de conteúdo 3D de alta qualidade, acessível e com fácil integração, incluindo os Quixel Megascans altamente precisos e produzidos por fotogrametria. 
 
 

Simulação de sensores: construção de uma visão completa do mundo

A robótica moderna depende de percepção multimodal, ou seja, da compreensão do ambiente por meio de múltiplos tipos de sensores ao mesmo tempo, em vez de depender de uma única entrada.

O pipeline de renderização da Unreal Engine é especialmente adequado para simular os sensores usados por robôs no mundo real, incluindo câmeras RGB e HDR, câmeras de profundidade, nuvens de pontos LiDAR, radares e cargas úteis SAR, imagens térmicas e FLIR, modelos de IMU e GPS, além de sonar subaquático (via HoloOcean). Ele também permite modelar características importantes dos sensores, como ruído, distorção, latência e sincronização, para representar com mais precisão o hardware real.

A plataforma Falcon de gêmeos digitais da Duality AI é um exemplo disso. Sua biblioteca configurável de sensores prontos para simulação inclui câmeras, LiDAR, radar e SAR, GPS, IMU e outros, com a Unreal Engine processando os dados para criar simulações de ambiente altamente precisas.

“Construímos a plataforma Falcon utilizando a Unreal Engine como base justamente porque sabíamos o quanto ela pode oferecer para especialistas em robótica e engenheiros de IA física”, afirma Apurva Shah, CEO da Duality AI.
Courtesy of Duality AI
A solução AURELION, da dSPACE, mostra ainda mais como a Unreal Engine se encaixa em fluxos de trabalho consolidados de veículos autônomos e robótica. Por exemplo, o Korean Testing Laboratory (KTL) utiliza o AURELION para testar robôs de serviço autônomos em um ambiente hospitalar virtual, incluindo corredores, elevadores e quartos de pacientes. Sensores virtuais permitem que desenvolvedores avaliem a navegação, o desvio de obstáculos e a resposta do sistema antes da implantação no mundo real.

“A Unreal Engine é a base tecnológica da nossa solução de simulação de sensores com base em física, o AURELION”, explica Caius Seiger, Gerente de produto de simulação de sensores na dSPACE.
An autonomous service robot simulation by the Korean Testing Laboratory.
Courtesy of dSPACE GmbH
A engine permite simulação de câmeras com realismo de sensores, incluindo modelagem precisa de lentes e sensores de imagem. “O acesso ao código-fonte nos permitiu expandir ainda mais a plataforma ao implementar traçado de raio em tempo real para gerar dados brutos precisos de sensores de radar, LiDAR e ultrassom”, afirma Seiger. 

A integração eficiente de modelos 3D e materiais da Unreal Engine dá suporte a uma ampla variedade de aplicações, desde drones de entrega urbana até robôs de serviços hospitalares.

Da mesma forma, o MATLAB e o Simulink, da MathWorks, integram-se à Unreal Engine por meio do Simulink 3D Animation. “Engenheiros podem usar a Unreal Engine para renderização fotorrealista e simulação de sensores, enquanto as ferramentas da MathWorks integram percepção, planejamento, controle e modelagem com base em física em um ambiente de simulação unificado”, afirma Nishan Nekoo, Gerente de produto do Simulink 3D Animation.

Esse fluxo de trabalho permite que as equipes antecipem o desenvolvimento e a validação de sistemas autônomos no ciclo de projeto, ajudando a identificar problemas mais cedo, com mais segurança e maior confiança.
 
 

Integração com ROS: a ponte entre a engine de jogo e o robô

A compatibilidade com middleware de robótica às vezes é vista como uma preocupação para equipes que consideram usar engines de jogo. Hoje em dia, a Unreal Engine se integra de forma limpa com ROS e ROS2 por meio de diversas soluções maduras, incluindo ROSIntegration, rclUE, plugins de sensores UE ROS2 e CARLA.

Algumas organizações de robótica desenvolvem seu próprio middleware para atender às demandas dos sistemas de produção. O Tempo Simulation foi criado levando essa realidade em conta. Sua plataforma de código aberto oferece uma interface flexível com base em gRPC e Protobuf, permitindo que equipes de robótica conectem a Unreal Engine diretamente aos seus próprios sistemas de autonomia e middleware. Além da integração com o TempoROS, a plataforma também fornece ferramentas para criar ambientes de simulação realistas, modelos de sensores e comportamentos complexos de agentes dentro da Unreal Engine.
Courtesy of Aurum Systems and Tempo Simulation
“Na Tempo, vimos em primeira mão o poder do ciclo de simulação. Quando equipes conseguem gerar dados, testar comportamentos e iterar rapidamente em simulação, os ciclos de desenvolvimento diminuem drasticamente. Nosso objetivo é tornar simulações realistas e de alta-fidelidade na Unreal Engine acessíveis a qualquer equipe de robótica”, afirma Peter Melick, cofundador e CEO da Tempo Simulation.

Este é um ótimo exemplo de como a Unreal Engine pode funcionar de forma integrada como um simulador em tempo real para os sistemas de software que permitem que robôs operem de forma autônoma.
 
 

Suporte ao ciclo completo de simulação

Embora a principal força da Unreal Engine na robótica esteja na percepção e nos dados sintéticos, ela oferece suporte a todo o ciclo de simulação.

Quando se trata de Aprendizado por Reforço (RL), em que um agente aprende ao interagir com um ambiente e recebe recompensas ou penalidades por suas ações, o nível de realismo e a capacidade de resposta do ambiente de simulação determinam diretamente o quanto esses comportamentos aprendidos serão transferidos para o mundo real.

Frameworks como Gym-UnrealCV e sucessores do AirSim integram a Unreal Engine a pipelines de RL para navegação de drones, rastreamento de objetos e controle robótico.

O sistema Chaos Physics da Unreal Engine gerencia dinâmica de corpos rígidos, juntas articuladas, colisões e dinâmica veicular. Arquiteturas híbridas que combinam a renderização da engine com MuJoCo ou Bullet para modelagem de contato estão surgindo como boas práticas para dinâmicas em nível de robótica.

E, no quesito escalabilidade, contêineres Linux, suporte a Docker e renderização headless acelerada por GPU permitem a geração de dados sintéticos em escala de nuvem e pipelines de testes de autonomia.
 
 

Impulsionando grandes plataformas de simulação em robótica

A Unreal Engine não é apenas uma ferramenta de renderização. Ela é a base de diversas plataformas importantes de simulação em robótica.

O CARLA é o simulador de direção autônoma de código aberto mais utilizado, agora executando na UE 5.5 e integrando LiDAR, radar, múltiplos tipos de câmera, GPS, segmentação semântica e conectividade nativa com ROS2. 

Construído com a UE5, o HoloOcean oferece simulação subaquática multiagente com DVL, IMU, modems ópticos e acústicos e um modelo de sensor sonar com base em octree, um recurso raro entre simuladores subaquáticos. O Lumen e o Nanite da UE5 melhoram significativamente o realismo visual subaquático do simulador.

E a plataforma Falcon de simulação de gêmeos digitais da Duality AI, construída diretamente sobre a Unreal Engine, recebeu diversos reconhecimentos do setor, incluindo o prêmio World Changing Ideas da Fast Company, além de Melhor Produto em IA e Dados no Product Awards e na categoria Data Engines & Simulation no Robotics and Physical AI Awards. Entre os usuários da Falcon estão a NASA-JPL, a Honeywell, a DARPA e a Procter & Gamble.

O PteroSim, da PteroLabs, é um simulador de voo de drones construído com a UE5 que utiliza aerodinâmica JSBSim de seis graus de liberdade, oferecendo suporte a aeronaves de asa fixa, multirrotores, VTOL e helicópteros, com mais de 100 drones simultâneos. Ele executa firmware real de piloto automático em loop, como PX4 e ArduPilot, usando o mesmo protocolo MAVLink e o mesmo software de estação de controle utilizados em drones físicos, permitindo validação contínua entre simulação e mundo real. 

A plataforma também inclui modelagem de perturbações atmosféricas, como turbulência Dryden, rajadas e microbursts, além de uma API de Python com em gRPC para cenários de teste automatizados, operando muito mais rápido do que o tempo real para treinamento de ML e fluxos de trabalho de RL. O PteroSim é utilizado por equipes do DARPA Lift Challenge para validação pré-voo de aeronaves autônomas.

“Escolhemos a Unreal Engine porque a qualidade visual é incomparável e o uso de C++ como base permite executar dinâmicas de voo real sem compromissos”, afirma Alexander Kalmykov, fundador da PteroLabs. “A engine escala para qualquer configuração de hardware e, sempre que encontramos dificuldades, a comunidade da Unreal Engine já tinha uma solução.”
Courtesy of SAS Institute

Indústria 4.0

A Indústria 4.0, uma convergência entre robótica, automação e tecnologias digitais, depende de simulação em tempo real e gêmeos digitais para testar mudanças de produção de forma virtual. Isso reduz riscos e custos ao validar decisões de automação antes da implementação.

A SAS é uma referência em Indústria 4.0, combinando a visualização de alta-fidelidade da Unreal Engine com o SAS AI/analytics Viya para criar gêmeos digitais inteligentes na automação industrial.Um projeto piloto com a Georgia-Pacific utiliza um gêmeo digital da SAS com base na Unreal Engine para visualizar e otimizar o movimento de AGVs, controle de qualidade e planejamento de manutenção em uma planta em operação.

Instalações modernas são ambientes cada vez mais complexos, onde pessoas e robôs precisam coexistir, tornando segurança e eficiência fatores críticos.

Glynn Newby, Gerente de publicidade de manufatura da SAS, afirma: “Nossa estratégia combina simulação fotorrealista com IA e análises avançadas para ajudar líderes a criar gêmeos digitais mais completos e testar decisões antes de investir em larga escala. Os dados sintéticos transitam perfeitamente entre a Unreal Engine e a SAS. Acreditamos que essa abordagem tem potencial para melhorar significativamente a produtividade, a segurança e a eficiência operacional em instalações ao redor do mundo.”
 
 

A evolução de uma plataforma de robótica 

A Unreal Engine não foi criada como uma plataforma de robótica. Mas o avanço dos dados sintéticos, as melhorias na transferência entre simulação e realidade e a demanda por simulação fotorrealista de sensores a transformaram nisso.

Por ser uma engine em tempo real voltada à interatividade, a UE5 oferece suporte a simulação com humano no loop, treinamento de operadores, interfaces de teleoperação, experiências de realidade estendida e gêmeos digitais, tudo dentro do mesmo tempo de execução usado para desenvolvimento de IA.

Equipes podem prototipar autonomia de máquinas, criar ferramentas interativas de visualização e experimentar com fluxos de trabalho de interação entre humanos e máquinas sem precisar trocar de plataforma.

Para equipes de robótica cujos modelos precisam visualizar o mundo real com precisão, seja para detectar objetos em uma linha de produção, navegar por cruzamentos urbanos ou identificar estruturas anatômicas em cirurgias, a Unreal Engine se tornou uma das plataformas mais completas para treinar em simulação e implementar no mundo real.

Explore a Unreal Engine para simulação em robótica

Descubra como a UE5 pode impulsionar fluxos de trabalho em robótica e IA física: reduzir a lacuna entre simulação e realidade, gerar dados sintéticos fotorrealistas, simular sensores com precisão e treinar IA em ambientes escaláveis e fisicamente precisos, tudo isso em tempo real.
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